O poder do luxo

Por Carol Martins | 13.12.2011

As marcas de luxo carregam consigo todo um conjunto de valores que vão além do produto, sendo representadas por emoção, desejo, confiança, qualidade, inovação e atitude. Os produtos de luxo garantem ao consumidor uma segurança legitimada pela marca. Além disso, há uma carga subjetiva favorecida por seus atributos emocionais que são vendidos nesse “pacote do desejo”: necessidade por auto-afirmação, individualização camuflada de autenticidade e diferenciação social.

Dessa forma, entendemos como um produto de luxo carrega um valor agregado altíssimo, garantindo uma boa parcela psicológica em sua composição.

Mas como o luxo sobrevive em tempos de brevidade? “Hoje, o ser humano moderno não aspira por adquirir bens, mas sim descartá-los. Com a obsolescência rápida dos produtos, seja pelo advento de uma nova tecnologia ou pela mudança de estilo, a sociedade, outrora de consumo, transforma-se em sociedade do descarte.” (O Novo Luxo, 2008, p.35)

Para Jorge Forbes (2004), nossa relação com o luxo é uma forma de nos subtrairmos à inconsistência do efêmero, buscando no presente uma referência durável.

Com isso, percebemos que a voracidade pelo frívolo nos fez revisitar o passado e entender o valor de um produto de qualidade. A consciência sustentável também faz parte desse processo, onde a qualidade supera a quantidade.

Esse novo sistema que vem surgindo, resgata um consumidor mais exigente que deseja não só um produto comprometido com o bem estar ambiental como também com experiências sensoriais que o coloque numa atmosfera de realização inconsciente.