Charles Frederick Worth – O pai da alta-costura
Por Carol Martins | 04.01.2012
Antes do surgimento da alta-costura, a elite se vestia de acordo com a sua própria vontade. Buscavam a diferenciação alterando bases pré-estabelecidas por costureiros e alfaiates da época. Acrescentavam aviamentos às peças, escolhiam tecidos e adaptavam modelagens.
Em 1857, um inglês chamado Charles Frederick Worth, abre, em Paris, a primeira casa de alta-costura da história da moda: A Casa Worth. Worth traz a concepção de “estilista” para a sociedade, ou seja, um indivíduo com poderes para dizer o que pode ou não ser usado, ou ainda, o que é ou não elegante e de bom gosto.
Seu primeiro trabalho foi como aprendiz em uma casa de tecidos chamada Swan & Edgar, onde, por vezes, dormiu no chão ao lado dos tecidos.
Aos 20 anos, com quase nenhum dinheiro no bolso, partiu para Paris com o engajado objetivo de se tornar uma celebridade da indumentária.
Worth era um “marketing man” de primeira. Se fez conhecido em Paris, onde a indumentária era utilizada como ferramenta sócio-política de credibilidade e afirmação. Naquela época, eventos sociais como bailes e peças teatrais, movimentavam Paris em busca do melhor vestido de gala! E foi nesse momento que
Worth conquistou figuras como a Imperatriz Eugênia e Isabel da Áustria com seus belos e extravagantes vestidos de noite.
Charles Worth ficou eternizado na história da moda, por ser o criador do conceito dos desfiles de moda. Apresentava anualmente suas coleções em modelos vivos, de forma a trazer novidades constantes e promover as vendas de suas peças.

