Jeanne Lanvin – Feminilidade e romantismo
Por Carol Martins | 04.01.2012
Jeanne começa bem cedo seu envolvimento com o mundo da moda. Aos 13 anos vai trabalhar como ajudante de costura e modista. Aos 18 conquista sua independência como chapeleira.
Mulher de poucas palavras, casa-se aos 28 anos com um nobre italiano chamado Emílio di Pietro e tem uma filha de nome Marguerite dois anos depois. Marguerite tem um papel determinante na carreira da mãe, pois é por amor a filha que Jeanne cria seus primeiros vestidos infantis, dando início a sua primeira coleção infantil.
Logo depois, Lanvin segmenta seu trabalho nas linhas feminina jovem e adulta, tornando-se a primeira estilista a criar peças com o tema juventude na moda.
Mais tarde, Jeanne cria o segmento masculino, passando então a ter a primeira Maison onde toda a família podia se vestir. Cortes simples e despreocupados em tons suaves, incluindo o azul Lanvin, permitiram à mulher de qualquer idade sentir-se feminina e romântica, sem parecer vulgar.
Sua característica refinada para trabalhar com bordados e passamanarias de difícil execução, lhe coloca em posição de especialista.
Em 1925, agora com 23 ateliês divididos entre os departamentos: “sob-medida”, esporte, lingerie, peleteria e decoração, além dos segmentos tradicionais, madame Lanvin também constrói uma fábrica de tintas, onde são cuidadosamente estudadas e elaboradas as cores para as suas coleções, proporcionando-lhe grande reputação no mundo da moda.
Além da profissão, sua outra grande paixão sempre foi sua única filha que, após sua morte, assume a direção da Maison nos próximos 50 anos.

